Confira abaixo as principais perguntas e respostas sobre a Inserção Curricular da Extensão na UnB:

 

PRAZO PARA ADEQUAÇÃO DOS CURSOS

 

  • Qual o prazo para que todos os cursos da UnB tenham os seus PPCs adequados à Resolução CNE 17/2018 e CEPE 118/2020?

De acordo com a Resolução CEPE 118/2020, até agosto de 2022.

 

PREMISSAS

 

  •  Quando uma atividade de extensão está apta a creditação curricular nos cursos de graduação?

Quando as atividades de extensão integram a matriz curricular conforme especifica Resolução CEPE 118/2020 e determina a Resolução CNE 17/2018.

 

  • Quando a extensão universitária tem natureza curricular?

De acordo, com a Resolução CNE 17/2018 e a Resolução CEPE 118/2020, a extensão universitária tem natureza curricular quando integra a formação do estudante garantindo-lhe oportunidade de protagonismo em atividades de extensão e/ou disciplinas de extensão. No caso de atividades de extensão, como membro de equipe; no caso de disciplinas, devidamente matriculado.

 

  • É necessário que a carga-horária e os componentes curriculares de extensão estejam inseridos nos Projetos pedagógicos dos cursos?

Sim, como determina a Resolução do CNE 17/29018 e do CEPE 118/2020.

 

  • Quais atividades de extensão são válidas como creditação como componente curricular?

De acordo com a Resolução do CNE 17/2018 e CEPE 118/2020 se configuram com atividades de extensão:

 

programa de extensão

projeto de extensão

prestação de serviços

curso e oficinas vinculados a projetos e programas de extensão

evento vinculado a projetos e programas de extensão

 

  • Quais modalidades de disciplinas dedicada a extensão estão previstas na Resolução CEPE 118/2020?

De acordo com art. 5º, disciplinas integralmente dedicadas a extensão e disciplinas parcialmente dedicadas a extensão. Em qualquer um dos casos, deverão apresentar essa indicação em suas especificações gerais, planos de cursos e ementas.

 

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE

 

  • É permitida a integralização de carga-horária de atividades de extensão para estudante na condição de expectador?

Não, de acordo com o Art. 4º, da Resolução CEPE 118/2020, uma das premissas qualificadoras da atividade de extensão, como consta no Artº 4º, é o protagonismo do estudante, que deverá estar registrado como membro de equipe ou matriculado em disciplina com crédito de extensão, direcionando suas ações, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social e ambiental, colaborando no enfrentamento das questões da sociedade brasileira, inclusive por meio do desenvolvimento econômico e tecnológico. Ademais o Art.6º, veda a integralização da carga horária de atividades de extensão por meio da participação como ouvintes ou espectadores das atividades.

 

  • Quais unidades curriculares não podem ser consideradas como atividades de extensão para fins de creditação curricular?

De acordo com a Resolução CEPE 118/2020, não podem ser considerados como atividades de extensão para fins de creditação curricular: os estágios; as atividades de formação complementar; as monitorias e as tutorias.

 

  • Disciplinas relativas a trabalho de conclusão de curso e a prática como componente curricular podem ter seus créditos integralizados como extensão?

De acordo com o artº 6º, §2º, excepcionalmente as disciplinas de conclusão de curso e a prática poderão ter seus créditos integralizados com extensão, desde que recebem registro próprio e separado dos créditos de outra natureza e em consonância com o PPC.

 

  • Empresa Juniores, Ligas Acadêmicas e similares são reconhecidas como atividade de extensão?

De acordo com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CNE 17/2018 e CEPE 118/2020, Empresas Juniores podem ser reconhecidas como atividade de extensão desde que atendam às premissas conceituais estabelecidas pelas normativas e sejam institucionalizadas nas instâncias pertinentes. Essa informação deve estar presente nos PPCs para que haja orientação aos estudantes quanto ao modo de cumprimento da curricularização da extensão em seu curso.

 

  • Poderá haver aproveitamento de carga horária em atividade de extensão em matriz curricular diversa do curso de origem?

De acordo com o artº 6º, §3º, poderá haver o aproveitamento de créditos em atividades de extensão em matriz curricular diversa do curso de origem, desde que submetido a avaliação do Colegiado do curso pertinente e que esteja claramente expresso no PPC.

 

  • Os créditos de extensão cumpridos em Módulo Livre poderão ser curricularizados na extensão?

De acordo com as normativas, sim, desde que voltadas para a formação em extensão e/ou oportunizadoras do protagonismo estudantil na práticas extensionista. Possibilidade que deve ser prevista no currículo, no Projeto Pedagógico de Curso.

 

  • Os créditos de extensão poderão ser cumpridos só por disciplinas optativas?

Sim, de acordo com a normativa CEPE 118/2020, não há restrição a essa possibilidade, desde que os PPCs e os currículos garantam a oferta visando ao cumprimento da demanda. Precisamente disso trata o § 3º do Art, 7º da Resolução, que diz textualmente: “A critério da Unidade, e conforme previsão na resolução de Creditação da Extensão, a inserção curricular da extensão não se submeterá à norma do art. 76, parágrafo único, do Regimento Geral da Universidade de Brasília.”

 

  • Atividades de extensão voltadas exclusivamente para comunidade universitária serão consideradas como passíveis de serem curricularizadas como atividade de extensão?

De acordo com a Resolução CEPE 118/2020 e Resolução CEX 01/2020 , não, pois atividade de extensão é aquela que integra a formação do estudante e tenha seu caráter inerente de envolvimento com a comunidade externa.

 

  • Prestação de serviços poderá ser curricularizada como atividade de extensão?

De acordo com a Resolução CNE 17/118 e a Resolução CEPE 118/2020, a prestação de serviço, como uma modalidade de atividade de extensão,   desde que desenvolvida a partir das premissas da extensão, com previsão nos currículos e PPCs, poderá ser curricularizada como atividade de extensão.

 

  • É possível atividade complementar contabilizar como atividade de extensão?

O artigo 6º CEPE 118/2020 prevê a impossibilidade de uma atividade de extensão ter dupla contabilização, por exemplo, como atividade de extensão e atividade complementar.

 

  • Os cursos de graduação poderão reconhecer práticas  acadêmicas, como por exemplo, o internato rural na Medicina, como extensão curricularizada? 

Sim, desde que a prática acadêmica não se configure como mera oferta de prestação de serviços.  Ou seja, além da premissa do protagonismo estudantil para se configurar como uma atividade de extensão, é preciso que as atividades previstas envolvam uma troca de saber entre o / a acadêmico (a) e a comunidade na qual atuou. Como resultado dessa experiência, sugere-se a produção de um relatório circunstanciado conforme as premissas da extensão universitária.  Ademais a atividade deve estar, conforme esses princípios, prevista no Plano do Curso e em sua matriz curricular.  

 

MÃO NA MASSA

 

  • Como as    atividades    curriculares    serão    inseridas    como de extensão?

 

atividades de extensão como unidade curricular específicas – projetos ou programas, cursos, eventos, portanto desvinculada à disciplina;

por meio de unidade curricular – disciplina em extensão prevista pelas normativas;

 

EXERCÍCIOS POSSÍVEIS: 1. criar disciplina de extensão; 2. avaliar as unidades curriculares que poderiam ser reconhecidas como de extensão, portanto, ter a carga-horária assim reconhecida. Ajustes que demandarão infraestrutura e recursos para comportar o fluxo semestral de estudantes e as demandas relativas a realização, desenvolvimento de suas ações; 3) criação de programas especiais de extensão nos PPCs vinculando-os a disciplinas ; (seria interessante que os PPCs estabelecessem o mínimo e o máximo de horas em cada uma das modalidades;

 

  • Os cursos poderiam  articular programas ou  projeto de extensão já desenvolvidos nas unidades a uma disciplina de extensão?   

  

Sim, articulação que pode ser muito produtiva e eficiente para a comunidade acadêmica. 

 

Um dos caminhos seria o Instituto gerir um programa de extensão que articulasse projetos de extensão ancorados em cada um dos cursos do Instituto, garantindo-se, sempre, a oportunidade de se incorporar diferentes atividades de extensão ao longo do tempo, tendo em vista a mudança nas ofertas e até mesmo a necessidade de reestruturação do programa e/ou dos projetos de extensão a ele vinculados. Arquitetura  associada  a uma disciplina de extensão, que pode ser mais genérica ou  mais específica a depender da singularidade do curso. Salienta-se, porém, a fundamental importância dessa articulação estar garantida no Plano de Curso.   

 

Outra possibilidade seria a articulação de  um projeto de extensão  a uma disciplina de extensão, que pode ser mais abrangente ou mais específica  a depender da singularidade do curso.  Salienta-se, porém, a fundamental importância dessa articulação estar garantida no Plano de Curso de forma mais flexível no que tangue ao projeto de extensão em si, uma vez que ao longo do tempo, pode ser substituído ou reestruturado.   

 

Possibilidades que estão garantidas  nos  quatro  componentes curriculares no SIGAA, quer sejam:  1. Oferta por disciplinas ;  2. Oferta por Módulo ; 3. Oferta por Bloco;  4. Oferta por atividade. 

 

APOIO FINANCEIRO

 

  • As unidades acadêmicas receberão apoio financeiro para execução das atividades de extensão?

Para garantir esse apoio, é preciso garantir que a inserção curricular de atividades de extensão esteja previstas no PPCs em articulação com o orçamento das unidades garantido pelo PDI. A UnB irá promover continuamente o fomento à extensão através dos editais do DEX.

 

CARREIRA

 

  • Como ficará a carga-horária dos professores que atuarão na extensão?

A gestão superior juntamente como os órgãos colegiados têm se debruçado sobre essa questão bem como sobre como essa valorização irá impactar na carreira de docentes e de técnicos.

 

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